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Doblò e JAC buscam sétimo passageiro

Minivans oferecem terceira fileira de bancos para quem carrega até sete pessoas

28/10/2011 - Texto e fotos: Anelisa Lopes / Fonte: iCarros

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Doblò
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  • Doblò
  • Doblò Doblò Abertura lateral do Doblò Doblò Doblò Doblò Interior do Doblò Puxador da porta lateral do Doblò Abertura da porta de trás do Doblò Abertura da porta de trás do Doblò Segunda fileira de bancos do Doblò Ajuste do banco do Doblò Terceira fileira de bancos do Doblò Alavanca para deitar banco da terceira fileira do Doblò Terceira fileira de bancos do Doblò Terceira fileira de bancos do Doblò Alavanca para puxar banco da terceira fileira do Doblò Roda do Doblò J6 J6 J6 J6 J6 Interior do J6 Alça para puxar bancos do J6 Porta-malas do J6 com terceira fileira de bancos Porta-malas do J6 sem a terceira fileira de bancos Roda do J6
     
 
 
 

Carregar cinco pessoas com conforto não é encargo para qualquer carro. Imagine, então, ter de transportar mais passageiros. Para cumprir esta missão, há quatro representantes no mercado com preço na faixa dos R$ 60 mil: Fiat Doblò Essence, JAC J6 Diamond, Nissan Grand Livina e Chevrolet Zafira.

Neste comparativo, o mais novato da turma vai enfrentar o mais vendido: J6 contra Doblò. O chinês, na configuração sete lugares custa R$ 59.800, enquanto a multivan da Fiat, com o sétimo assento opcional (R$ 927) sai por R$ 60.777. O primeiro é equipado com motor de 2,0 litros a gasolina e o segundo vem com um bloco 1.8 16V bicombustível.

Ao JAC falta flex; ao Doblò, equilíbrio

Na Europa, o Doblò já roda em sua segunda geração. Por aqui, recebeu uma leve atualização estética no final de 2009, além da adição do motor 1.4 flex na linha. A potência do motor mais forte é de 132 cv (a) a 5.250 giros. O torque, na faixa das 4.500 rotações é de 18,9 mkgf (a). O J6 conta com um 2,0 litros de 136 cv. A força é de 19 mkgf a 4.000 rpm. Em ambos os modelos, o câmbio é manual de cinco velocidades.

O motor de 1,8 litro 16V flex do Doblò é compartilhado por outros modelos da Fiat. No caso da multivan, não surpreende nem decepciona, mas mostra mais empenho que o JAC na hora de retomar velocidade. A alavanca do câmbio está bem posicionada na parte de cima do console e, diferentemente de outros modelos da Fiat, os engates são bem decididos. O que incomoda na multivan é a oscilação da cabine em função da altura do carro (1,83 m). Se quem está à frente do carro sente, imagine quem vai nos banquinhos da terceira fileira.

O JAC, por sua vez, deveria oferecer mais desempenho pela cilindrada do motor. Os 2,0 litros de 136 cv parecem que não são suficientes para carregar os 1.500 quilos do carro (sem contar a lotação máxima do modelo). Essa carência é sentida nas saídas e nos trechos rodoviários. A 110 km/h, o motor já dá sinal de cansaço e o ruído do bloco, somado à rolagem dos pneus, invade a cabine. Em relação à suspensão, o J6 é mais bem resolvido que o Doblò, graças à suspensão independente na dianteira e na traseira.

Turma do fundão

Nada mais divertido que ir no banquinho da terceira fileira. Claro, se você for criança e tem vocação para ser independente. Os dois bancos contam com encosto para cabeça e cinto de segurança de três pontos. No caso do J6, a sensação de claustrofobia é maior, já que o assoalho é mais elevado e a saída se dá só pelas portas "tradicionais". Se você tem mais de 1,70 metro, vai sentir dores nos joelhos, caso enfrente uma viagem longa sentado no fundão. No Doblò, os passageiros são acomodados da mesma forma como os outros da frente. O ingresso e saída do carro é facilitado por duas portas traseiras que se abrem verticalmente.

Quando não estão em uso, o Doblò mantém os dois assentos dobrados, um para cada lado. O J6 permite que o motorista os retire. Na capacidade, as vantagens sem a terceira fileira são equivalentes. Enquanto o J6 permite mais bagagem, com 720 litros, o Doblò, com 665 litros, acomoda volumes mais altos, como um carrinho de bebê montado, por exemplo. Falta ao Dobló, no entanto, uma rede para segurar os objetos, pois eles são arremessados para baixo dos banquinhos.

Veredicto de Anelisa Lopes - neste comparativo, o uso do veículo é que decide a compra, já que ambos os modelos cumpriram sua função de carregar sete passageiros. O J6 é uma minivan, mas à primeira vista, parece uma perua gigante. O design é atraente, tarefa difícil de ser cumprida para carros com ambiente familiar. Tem um bom acabamento, mas fica devendo na mecânica: motor flex e mais desempenho na estrada são muito bem-vindos. O Doblò é muito mais funcional que bonito e este pode ser um fator decisivo para quem coloca a estética entre os principais fatores de compra.

Se a ideia é, além de carregar sete passageiros, levar carga no compartimento traseiro, o Doblò é mais indicado que o chinês. Caso a missão, porém, seja só transportar uma família numerosa, o J6 é uma boa pedida, já que traz diversos equipamentos de série, como airbag duplo, freios ABS, ar-condicionado, trio elétrico, farois de neblina, rodas de liga-leve, entre outros, enquanto seu rival agrega estes itens, com exceção do ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros dianteiros, opcionalmente.   

 
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