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Após redução do IPI, vendas crescem 13% em maio

Apesar da alta em relação à abril, números mostram queda no comparativo com 2011

06/06/2012 - Redação / Fonte: iCarros

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Após redução do IPI, vendas crescem 13% em maio
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) anunciou aumento de 13% no licenciamento de automóveis e comerciais leves em maio em relação à abril, com 210.916 e 186.733 unidades vendidas, respectivamente. No comparativo com maio de 2012, porém, há queda de 6,7%. No acumulado de vendas no ano, entre janeiro e maio de 2012 versus o mesmo período de 2011, também houve recuo: o mercado comprou 6,3% menos veículos de passeio e comerciais leves. Foram 1.041.622 unidades emplacadas até o final de maio desse ano contra 1.112.189 em igual período de 2011.

Efeitos do IPI ainda não foram plenamente sentidos

O decreto que descontou o IPI passou a valer a partir de 22 de maio. Em 23 e 24 de maio, as montadoras começaram a refaturar os carros em concessionárias, ou seja, a nota fiscal do carro foi cancelada para que a marca refizesse o preço já considerando o desconto na tributação. Com dez dias de interferência do novo IPI, Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, declarou: "Ainda é cedo para avaliar as medidas. Só nos últimos dias do mês vimos um aumento significativo das vendas. Tem montadora refaturando carro até agora".

Com 63.710 unidades emplacadas em maio de 2012, os automóveis importados representaram 22,2% do total de licenciamentos do período. O número de vendas é 14,8% inferior ao registrado em maio de 2011, mas está 9,1% superior a abril de 2012. No acumulado do ano, com 322.094 unidades comercializadas, os importados venderam 0,4% a mais que no mesmo período de 2011. As exportações continuam em baixa, com 23.940 unidades comercializadas fora do Brasil, as associadas da Anfavea obtiveram queda de 48,8% no mês de maio em relação à abril.

Automóveis 1.0 perdem cada vez mais espaço

Apesar de terem representado apenas 40,6% das vendas no mês de maio, com 85.432 carros emplacados, os automóveis 1.0 obtiveram crescimento de 17% em relação à abril. Comparando-se a maio de 2011, porém, a queda é de 20,5%. Os modelos entre 1.001 e 2.000 cilindradas representaram 58,3% das vendas de maio, enquanto os veículos com mais de 2.000 cilindradas correspondem a apenas 1,1% do total.

Estoques caem, mas ainda são altos; indústria está ociosa

As associadas da Anfavea estão trabalhando com uma média de 40 dias de estoque de veículos entre os pátios das montadoras e os das lojas no mês de maio. O número é menor que os 43 dias registrados em abril, mas muito acima do que é considerado normal pela própria entidade: 30 a 35 dias de estoque. Com os pátios cheios, a produção está mais lenta e a Anfavea admite que as associadas estão operando, em média, com apenas 70% da capacidade instalada.
 
Previsões? Só para depois de junho - "Eu vi o tempo escuro e feio hoje e achei que eram as nuvens da Grécia chegando", brincou Belini em relação ao cenário financeiro global. Com a recente alta no dólar e ainda sem uma noção clara dos resultados da redução do IPI, a Anfavea declarou estar otimista para o crescimento do mercado de automóveis no Brasil, mas preferiu dar os números apenas após o fechamento do primeiro semestre, em junho.
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